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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Capitulo 16 (Penultimo)

-É assim… - Começou o meu pai. – Sabes que eu trabalho numa empresa internacional?

-Sim, sei! E?

-E, que as cedes mais importantes são as Europeias?

-Sim, sim! Já sei disso há muito! – Disse impaciente, aquilo já me estava a deixar nervosa, e já chegava de más notícias para um dia, já tinha buracos que chega, e possíveis depressões a mais!

-E convidaram o teu pai para pertencer à sede Espanhola! Mas se quiseres ficas aqui com os teus avós. – Desvendou a minha mãe.

-Ok… - Disse apenas, ainda estava um bocado confusa. Eu queria sair dali, sentia que já não pertencia àquele sítio, mas será que eu era capaz de viver sem Demi, sem as maluqueiras da minha turma? Será?

-Se quiseres, nós arranjamos lá uma escola de musica onde tu podes continuar os teus estudos. – Completou o meu pai com o fim de, possivelmente, convencer-me.

-Eu preciso de pensar um pouco. – Disse, levantando-me da mesa e indo para o meu quarto.

Deitei-me na cama e comecei a pensar em tudo. Será que valia a pena ficar? Será que seria bom ir?

Por um lado, se fosse, nunca mais o precisava de ver, nunca mais ia ter de olhar para a cara dele e ia, provavelmente, esquece-lo. Por outro, eu não queria deixar as minhas amigas, não queria deixar a Demi, nem a Nikki, nem sequer a Sel. E a musica? Cá teria o dobro das oportunidades, mas será que seria mesmo aquilo para mim, será que eu iria conseguir cantar as minhas musicas de agora, que me fazem sofrer tanto.

Será que sim? Será que não? Não sei. Ninguém sabe.

A decisão mais sensata era, mesmo, dormir sobre o assunto. Estava já mais que farta de pressões, de ansiedades e a mudança para a Europa só iria piorar isso. Mas, de uma certa forma iria conhecer novas culturas e isso iria-me ajudar na música, nas outras disciplinas e a conhecer pessoas novas, o que era bom!

Vou parar de pensar, de todo! E vou apenas dormir, dormir e dormir. Amanhã é sexta e tenho muito tempo para pensar…

--

No dia seguinte acordei com dores de cabeça, todo aquele assunto não me tinha abandonado os pensamentos, nem durante o sono. E ainda não tinha nem um bocadinho da decisão. Além disso, ainda iria contar à Demi. Aquilo ia-me custar, muito mesmo. Mas ela iria-me ajudar na decisão…

-Olá! – Disse Demi, ao chegar à escola.

-Olá, preciso de falar contigo!

-Mais dramas?

-Pode-se dizer que sim, acho! – Respondi.

-Fala!

-O meu pai quer ir para Espanha, e eu não sei se vou ou não…

-O que é que é melhor para ti?

-Lá está, é isso que não sei! – Disse, sentando-me no muro.

-Hmm Ok! – Respondeu, sentando-se a meu lado. – Mas o que te faz ir e o que te faz ficar?

-O que me faz ir é o Taylor, principalmente! O que me faz ficar és tu! Se fossem os dois pela positiva, eu ficava! Preferia ficar contigo, mas a parte do Taylor é pela negativa e dói-me muito vê-lo!

-Faz o que achares melhor… Mas é para onde? Para Espanha?

-Sim!

-Se eu fosse a ti ia!

-Porque? – Perguntei, erguendo o sobrolho.

-Nada, nada!

-Não sejas tarada, Demetria! – Resmunguei sorrindo.

Só mesmo ela para me por a sorrir nestes momentos.

-Que foi? Não tenho culpa! Mas, voltando à parte séria… Acho que devias ir! Era da maneira que sofrias menos e, além disso, existe MSN para falarmos…

-Tu sabes que não é a mesma coisa!

-Mas é parecido!

-Ok, ok… Agora, aulas!

Tinha decidido, ia seguir o conselho dela, eu ia para Espanha e não ia para uma escola de musica… Ia-me concentrar em Medicina, iria correr tudo bem (espero).

Contei aos meus pais e a toda a gente, partia dentro de uma semana! E começava a duvidar das minhas decisões…

-Vamos ter de fazer uma grande festa! – Comentou Demi.

-Sim, de arrasar! – Completou Nikki.

-Olhem, eu sei que estão mortinhas que eu me ponha a andar, mas sinceramente… Nada de festas de despedida! Por favor!

-E tu, mandas? – Perguntou Sel.

-Eu não comento!

-Óptimo! – Soaram as três ao mesmo tempo.

Será que eu sou a única que não estou contente com isto? Opah!

-Olha, também não querem fazer um especial no programa da Oprah, não?

-Era uma boa ideia… - Respondeu Nikki.

-Eu não te vou responder… - Resmunguei, levantando-me.

-Onde vais? – Perguntou Sel.

-Vou dar uma volta… - Por mais que quisesse estar com elas, aquele ambiente era sufocante, e eu precisava de estar sozinha.

Depois de andar uns metros ouvi alguém a falar-me.

- Tudo bem? – Perguntou. Quem? Ele, apenas ele e somente ele. A razão da minha sobrevivência e da minha morte.

-Não quero falar contigo… - Disse, continuando a andar.

-Que se passa? – Perguntou-me.

-Que se passa? – Virei-me para ele. – Que se passa? Ainda perguntas o que se passa?

-Sim…

-Olha, porque é que não vais ter com a tua querida amiguinha? Como é que ela se chama mesmo? Ah, pois, é Emily…

- A Emily? Ela não significou nada! – Respondeu-me, desculpando-se…

-Não significou nada? Então porque é que andaste um mês a evitar-me, e eu te vi a beija-la? Podes-me responder? – Disse, quase a chorar. Até que senti, por fim, uma lágrima na minha face. Virei-me de novo de costas para ele e continuei a andar, não queria que ele me visse assim, frágil, sensível…

Senti a sua mão quente a tocar no meu braço, a agarrar-me com força, mas – de certa forma - carinhosamente.

-Não quero que vás embora! – Soltou dos seus lábios perfeitos e deixou-me imóvel. Voltei a virar-me. Porque é que eu não lhe conseguia resistir? Porquê?

-Tarde de mais! – Disse, com frieza.

-Eu amo-te! – Disse olhando-me nos olhos.

-Mas eu já não sinto isso por ti! – Menti.

Ele soltou o meu braço e eu continuei a andar e a chorar, a chorar e a chorar. Era a única e miserável coisa que conseguia fazer, depois de correr durante 20 metros olhei para trás. Ele ainda continuava no mesmo sítio, estático, com os cabelos ao vento.

Voltei-me de costas, novamente, para não correr riscos de voltar.

 

 

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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Capitulo 15 (Antepenultimo)

Bateram à porta, devia de ser a Demi. Arrastei-me, de novo, pela minha casa, era nestas alturas que na me importava nada de viver numa casa mais pequena.

-Olá! – Saudou-me a Demi, quando lhe abri a porta.

-Olá! – Disse sem entusiasmo. – Entra.

-Que se passa? – Perguntou-me ao entrar.

-Prefiro falar no meu quarto.

-Ok.

Segui para o quarto, enquanto ela me seguia. Sentei-me na cama e ala acabou por se sentar, também.

-Então o que se passa?

Respirei fundo, a coisa que menos gosto de falar são sentimentos, ainda por cima sentimentos que doem e magoam!

-Então? – Perguntou-me.

Suspirei.

-Eu, quando cheguei à escola fui até lá cima e… - Senti uma lágrima a rolar pelo meu rosto, era o que mais me faltava.

-Foi ele? – Perguntou-me, referindo-se a Taylor, aproximando-se.

-S…Sim. – Disse deixando brotar mais lágrimas e abraçando-a com força.

Ela correspondeu-me ao abraço, sussurrando ao meu ouvido:

- Nenhum rapaz, mas nenhum rapaz, mesmo, merece que tu chores por ele.

Senti mais e mais lágrima a rolarem-me pela face, só morrendo no meu pescoço.

-Então, estás a ficar uma chorona também? – Perguntou-me Demi, sorrindo.

-Não, não me parece! – Disse-lhe, levantando a sobrancelha.

Sorrimos as duas.

-Olha… Ainda nem a meio da tarde estamos, porque não umas comprinhas?

-Hmm, não sei…

-Oh, anda lá! Eu tenho de comprar umas coisas e, sinceramente, não me apetece ir com a minha mãe!

-Ok, ok! O que eu não faço por ti, rapariga!

-Ah, não sei! Mas vais ver que também vai ser bom para ti. Para ver se esqueces esse palerma! – “Resmungou”

- Ok, eu não vou discutir isso contigo.

- Então vamos?

- Sim, vamos!

 

Depois de chegarmos ao shopping, atolado de gente. Gentinha chique… Enjoativo; Gentinha rebelde… Interessante; Gentinha com a mania que é rebelde… Deprimente!

- Vamos aquela loja? – Perguntou-me Demi.

-Sim, pode ser! – Nem valia a pena dizer que não, já sabia como era!

-Olha, este fica-te lindo! – Desse ela, pegando num dos primeiros vestidos que apareceram.

-Não era para comprar roupa para ti?

-Oh, depois vê-se isso!

-Ok, ok!

-Mas o que achas do vestido? – Perguntou-me enquanto o apreciava.

-É giro!

-Então vai experimentá-lo!

-Ok, então! – Peguei no vestido e dirigi-me ao provador mais próximo, vesti o vestido e saí:

 

-Estás linda!!

-Achas? Sinceramente isto é um bocado… um bocado para o estranho!

-Olha para os meus olhos! Estás L-I-N-D-A!

-Ok, ok! Percebi a ideia!

-Vais levar?

-Vou!

-Cool! – Disse dando saltinhos de felicidade, o que me fez soltar uma pequena gargalhada.

Continuamos a passear pela loja. Sim, era verdade que eu estava melhor, mas o buraco ainda estava lá, bem aberto, a infeccionar cada vez mais e mais!

-Achas que este me ficava bem? – Perguntou-me.

-Sim, de certeza que sim!

Ela foi experimentar e… 

 

-O que achas?

-Linda, as usual!

-Obrigada!

Depois de fazermos mais umas comprinhas voltamos a casa. Durante o caminho lembrei-me de uma coisa… Uma coisa que ela não me tinha dito!

-Então, Demz! Afinal de quem gostas?

-Do Joe, outra vez, eu sei!

-Ok, ok! Isso é estranho, mas… Quem sou eu para julgar.

Ela sorriu.

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-Temos uma novidade para te contar. – Disse a minha mãe, um pouco a receio, durante o jantar.

-Digam! – Disse, enquanto passeava o meu garfo pelo prato, sem vontade nenhuma de comer.

-É assim… -Começou o meu pai.

 

 

O que será que os pais têm para dizer à Taylor? -- aceitam-se apostas!!lol

Eu sei k ta uma porcaria, portanto 2 comentários e posto!!


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